ANÁLOGOS DO GLP-1 E NEUROPROTEÇÃO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

J. Castro,Thainá Mamede Couto da Cruz,Isabela Oliveira Mourão Fonseca,G. C. U. Tostes

Published 2023 in Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences

ABSTRACT

O Diabetes Mellitus 2 (DM2) é uma doença crônica de incidência crescente, resultando em aumento de morbimortalidade devido a complicações associadas, dentre elas estão a neurodegeneração e as alterações estruturais cerebrais, relacionadas à resistência insulínica e hiperglicemia. Os hormônios insulinotrópicos, como os agonistas do receptor GLP-1, estimulam a secreção de insulina e regulam a glicemia. A ativação central do GLP-1R reduz o apetite e o peso corporal, aumentando a fosforilação de PKA e MAPK e diminuindo a atividade de AMPK no núcleo do trato solitário. Esses impactos incluem o aumento da proliferação de células progenitoras de neurônios, prolongamento da potenciação no hipocampo, melhora do  aprendizado, diminuição do estresse oxidativo, aumento da neurogênese e da plasticidade sináptica, diminuição da neurotoxicidade, além de reduzir a formação de placas beta-amiloides e a neuroinflamação2,3. O objetivo do estudo foi analisar, por meio de uma revisão sistemática da literatura, os impactos dos análogos de GLP-1 na neuroproteção. Foi feita uma revisão da literatura nas bases de dados PudMed, Cochrane e Scielo, utilizando os descritores “GLP-1” e “neuroproteção” e suas variações segundo o MeSH. Adotou-se a escala PRISMA2 para a sistematização do estudo. Os critérios de inclusão foram ensaios clínicos controlados randomizados em humanos, em inglês. Já os critérios de exclusão foram estudos realizados em modelo animal ou que não possuíam metodologia clara ou não preenchiam os critérios de inclusão. A maioria dos artigos demonstrou que, a estimulação do GLP-1R é neurotrófica/neuroprotetora, induzindo diferenciação e crescimento celular, e fornecendo proteção contra a morte celular neuronal apoptótica induzida por glutamato, e, protege contra o estresse oxidativo e a peroxidação lipídica da membrana. Os GLP-1 RA demonstraram proteção cérebro vascular em pacientes com risco elevado para eventos, como a população diabética, e parecem ser medicações promissoras para o tratamento de doenças demenciais como Doença de Alzheimer em fases iniciais. Mais ensaios clínicos randomizados, com acompanhamento de longo prazo são necessários para uma conclusão robusta.

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