INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA COMO FORMA DE CRIAÇÃO DE MATERIAIS DE DIVULGAÇÃO: UMA APLICAÇÃO NO MERCADO CINEMATOGRÁFICO

Jéssica Nunes Leite,Bruno Saboya De Aragão

Published 2025 in ARACÊ

ABSTRACT

Este artigo examina como a inteligência artificial generativa (IAG) agrega valor comunicativo a ativos de marketing cinematográfico. À luz de um referencial que diferencia julgamentos funcionais (clareza, adequação, legibilidade) de expressivos (originalidade, valor estético) e considera o papel de autenticidade/autoria em bens simbólicos, comparamos as respostas do público a dois pôsteres de um mesmo blockbuster: um oficial (humano) e um alternativo gerado por IA. As percepções e intenções foram mensuradas em escala Likert e analisadas com testes-t para amostras independentes. Os resultados mostram vantagem da peça por IA na dimensão “clareza de enredo” e paridade em originalidade, valor estético, interesse, composição, identificação de gênero, intenção de assistir e disposição a pagar. No limiar teórico, o estudo avança uma leitura contingente dos efeitos da IAG em bens simbólicos: quando o julgamento mobilizado é predominantemente funcional, a IA tende a igualar ou superar alternativas humanas; quando é expressivo, prevalece a paridade na ausência de rótulo saliente de autoria, sugerindo que o conteúdo e a congruência estilística pesam mais do que a origem algorítmica. Gerencialmente, os achados sustentam avanços pragmáticos: empregar a IAG como motor de exploração para atributos diagnósticos (clareza narrativa, hierarquia informacional), manter curadoria humana sobre traços identitários e instrumentar testes — incluindo framing de autoria — conectados a métricas de atenção e buzz.

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